quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vistoria Automóvel

Estávamos em Fevereiro.
Tenho uma carrinha Opel Corsa de 1994 com a matricula deste mesmo mês. Decidi então leva-la à vistoria à insparedes. Cheguei lá, chovia muito, e com alguma dificuldade verifiquei as lâmpadas (piscas, mínimos, médios, máximos, marcha a trás e os faróis de nevoeiro) estavam todas em bom estado. Fiz a ficha e fiquei à espera que chegasse a minha vez. Demorou pouco tempo porque tinha pouca gente à minha espera. Foi então que um sr. fez-me sinal para meter a carrinha na linha de vistoria. Meti lá a carrinha com receio que não passasse pelo facto das cintas dos travões de trás estavam gastas.
Foi então que o sr. iniciou a vistoria. Pouco tempo depois diz-me:
- sabia que a lâmpada da matricula não funciona?
(A primeira coisa que pensei foi já se foram 27€)
Respondo-lhe com outra pergunta:
- Qual? a da frente ou a de trás?
O homem fica a olhar para mim com uma cara de incredo-lo, e diz:
- é a trás. À frente não tem lâmpada, já com cara de gozo, naturalmente.
Entre tanto o sr. continuou a vistoria e eu fui ver a lâmpada da matricula de trás. Estava eu vergado junto do puxador da mala à procura da dita lâmpada quando o sr. aproxima-se e apontando o dedo para o para choques diz
-está aqui.
eu sem saber o que dizer, ri da minha própria ignorância e da situação criada apenas pelo medo da carrinha não passar na vistoria. Pode parecer pouco dinheiro, mas como eu estava e estou desempregado, 27€ é muito dinheiro.
No final o sr. foi muito simpático e passou a carrinha.
Depois descobri que afinal a lâmpada não estava fundida. O problema é no tabalier, porque há pouco tempo mandei por lâmpadas novas no painel e o electricista não ligou bem os fios provocando o corte de corrente inclusive da famosa lâmpada da matricula de trás.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Desemprego

Hoje dou razão ás pessoas que dizem que é muito difícil arranjar emprego.
Desde que fiquei desempregado aprendi que não devo falar de situações que ainda não passei.
O que também não ajuda nada é a minha indecisão entre trabalhar aqui ou partir para uma aventura no estrangeiro. A ideia de ir trabalhar para outro país tem vantagens e desvantagens. Pode-se considerar vantagens o facto de conhecer uma nova terra, outra cultura e sem dúvida o dinheiro. As desvantagens são sem dúvida o facto de ficar longe do meu Amor durante vários meses consecutivos. A minha esposa diz que ir trabalhar para outro país não é solução, e argumenta dizendo que não casou para dormir sozinha, e eu dou-lhe razão. Por outro lado sei que se ficar em casa á espera de arranjar emprego aqui, a nossa vida financeira está parada e o sonho de construirmos a nossa casa fica cada vez mais longe. Também tenho consciência que se eu for a nossa relação fica inevitavelmente mais vulnerável. É verdade que se a relação tiver de acabar, penso que não é o facto de eu ir para outro país durante um tempo, pode ser por outra razão qualquer.
Estou ansioso por saber o que vai acontecer daqui para a frente.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ensino Recorrente

Eu frequento o Ensino Recorrente na Escola Secundária de Paredes.
Como é de conhecimento geral, foi criado um sistema para dar habilitações aos portugueses (Novas Oportunidades). Sim habilitações, porque para mim não passa disso, conhecimento é uma palavra que, parte das pessoas que frequentam esses "cursos" desconhece.
Com a implantação desse sistema, um dos objectivos do governo é acabar com o Ensino Recorrente. Na minha escola já é visível a desertificação. E para culminar essa tendência a própria escola fechou o bar à noite, alegando falta de funcionárias para o turno de dia, ou seja, os alunos da noite são passados para segundo plano.
Pois desde que fechou o bar, no ínicio deste periodo, vê-se menos gente na escola. Uma grande parte dos alunos, tal como eu, têm meia hora desde que sai do emprego(18:30) para passar por casa, tomar um banho e ir para a escola (19:00). E aí estamos até ás 11:45 horas sem jantar. Como é óbvio, com o bar fechado temos que: numa primeira hipótese ir ao Café em frente á escola, onde os serviços são mais caros e com menos qualidade. Numa segunda hipótese podemos levar de casa um lanche e comer no intervalo, e como no Inverno a escola é muito fria, e apetece comer e beber alguma coisa quente, temos que levar uma torradeira e um microondas para preparar o lanche. Não é de admirar o facto de termos que levar electrodomésticos de casa, porque em Dezembro de 2005 a minha turma teve que comprar um aquecedor para poder aguentar com o frio.
"É caso para dizer que o melhor é ficar em casa, ir para o Café jogar umas cartas ou um bilhar, que a qualquer momento há a possibilidade de passar pelas intalações das Novas oportunidades, durante umas semanas, e trazer um certificado de habilitações do 9º ou 12ºano, e assim poder concorrer a um emprego, em pé de igualdade com quem frequentou a escola durante 9 ou 12 anos". É justo!!!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Porta 65

Estou muito desapontado com as novas regras para me candidatar à porta 65.
Nas vésperas do final do prazo da entrega das candidaturas à porta 65, preparei a minha candidatura com muito cuidado para não haver erros. Depois de ter tudo pronto, qual o meu espanto quando tento submeter a minha candidatura e o sistema não aceita, aparecendo uma janelinha onde diz que a tipologia do meu apartamento não é compatível com o meu agregado familiar. Como por enquanto somos apenas duas pessoas, somos "obrigados" a mudar de casa para poder concorrer ao subsídio.
Como é do conhecimento geral, o governo tem adoptado políticas de natalidade. Políticas de natalidade!? Devem estar a brincar. Antes de tentar candidatar-me à porta 65, ainda havia a hipótese de termos um bébé a médio prazo. Agora com esta "ajuda" do Estado essa hipótese passou de médio prazo para longo prazo.
Outra das ajudas que o Estado nos dá, é o facto da minha esposa trabalhar para o próprio Estado e estar sujeita a qualquer momento ir para o olho da rua. Pois é, isto acontece porque trabalha com um contrato de um ano não renovável.
Com tudo isto, vou fazer como eles querem: ter meia dúzia de filhos, pedir um apartamento num bairro social à Câmara Municipal e viver à custa do rendimento mínimo e dos abonos.
Trabalhar para quê???